Carnaval 2026 deve movimentar R$ 14,48 bilhões e impulsionar empregos no turismo

Carnaval 2026 deve movimentar R$ 14,48 bilhões e impulsionar empregos no turismo

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Projeção da CNC aponta crescimento real da receita, recorde de turistas estrangeiros e impacto direto em bares, restaurantes, transportes e hospedagem

O Carnaval de 2026 deve consolidar-se como um dos períodos mais relevantes para a economia do turismo no Brasil. Estimativa divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta uma movimentação financeira de R$ 14,48 bilhões durante o feriadão. Caso o número se confirme, o resultado representará um crescimento real de 3,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, já descontada a inflação.

O cenário positivo é sustentado principalmente pelo aumento no fluxo de turistas estrangeiros e por uma dinâmica de preços mais estável nos serviços ligados ao setor. Além do impacto direto na arrecadação, a expectativa é de abertura de 39,2 mil vagas de empregos temporários, reforçando a importância do Carnaval como motor de geração de renda e oportunidades de trabalho.

Atualmente, o faturamento do turismo nacional já supera em 13% o patamar registrado em fevereiro de 2020, antes da pandemia de covid-19. Para o Carnaval de 2026, os bares e restaurantes devem liderar a movimentação econômica, com receita estimada em R$ 5,77 bilhões. Em seguida aparecem os serviços de transporte rodoviário e aéreo, com R$ 3,73 bilhões, e o setor de hospedagem, que deve alcançar R$ 1,44 bilhão. Juntos, esses segmentos concentram mais de 74% de toda a receita gerada no período.

Segundo o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, o Carnaval vai além de seu valor cultural e assume papel estratégico para o desempenho econômico do início do ano. “Além de uma riquíssima celebração cultural que envolve grande parte da população brasileira, o carnaval é combustível para que o comércio e o turismo encerrem a alta temporada de verão e comecem o ano com bons resultados”. Ele também destaca a atratividade do país para visitantes internacionais: “É o momento de mostrarmos o que temos de melhor em nosso país também para os visitantes estrangeiros, que cada vez mais elegem o Brasil como destino, o que ficou comprovado com o recorde de turistas internacionais que recebemos em 2025”.

Turistas estrangeiros e estabilidade de preços fortalecem o consumo

Um dos principais fatores que sustentam o otimismo da CNC é a expectativa de um novo recorde de turistas estrangeiros. Para fevereiro de 2026, a projeção é de 1,42 milhão de visitantes internacionais, número 4,0% superior ao registrado no Carnaval de 2025. O resultado reflete o desempenho positivo observado ao longo de 2025, quando o Brasil recebeu 9,3 milhões de turistas entre janeiro e outubro, crescimento de 37,1% em comparação com 2024, com destaque para viajantes da Argentina, Chile e Estados Unidos.

No mercado interno, o consumo tende a ser favorecido pela desaceleração da inflação. Entre janeiro e novembro de 2025, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou redução no ritmo de crescimento, passando de 4,9% em 2024 para 4,5%.

De acordo com o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, o ambiente econômico contribui para o desempenho esperado do setor. “Os indicadores econômicos na virada do ano mostram um sinal positivo para o comércio, aliado ao pleno emprego e a uma relativa maior remuneração do trabalhador. Estes fatores, combinados à crescente presença de estrangeiros com sua moeda valorizada, criam um ambiente propício para o recorde de faturamento do setor no carnaval”.

Mercado de trabalho deve abrir mais de 39 mil vagas temporárias

O aumento da demanda durante o período carnavalesco também deve refletir de forma significativa no mercado de trabalho. A CNC estima a criação de 39,2 mil postos temporários, com predominância no segmento de alimentação fora do domicílio, que concentra 27,9 mil vagas. O setor de transportes deve gerar cerca de 4,3 mil oportunidades, enquanto hotéis e pousadas devem abrir aproximadamente 4,1 mil postos.

Apesar do volume expressivo de contratações, a taxa de efetivação desses profissionais deve ser menor em 2026. A previsão é de que apenas 11% dos trabalhadores temporários sejam incorporados de forma permanente, percentual inferior aos 16% registrados no ano anterior. Segundo a CNC, esse movimento indica uma estabilização do setor após o período de recomposição de vagas perdidas durante a fase mais crítica da pandemia, quando as taxas de efetivação chegaram a 24% nos anos de 2021 e 2022.

Fonte: Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)

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