Ficha Nacional de Registro de Hóspedes é prorrogada

Ficha Nacional de Registro de Hóspedes é prorrogada

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O Ministério do Turismo (Mtur) prorrogou por 60 dias o início da obrigatoriedade da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes Digital (FNRH) para ajustes técnicos e operacionais. Com isso, a adesão dos meios de hospedagem ao novo sistema deve ser feita até 20 de abril, quando haverá a substituição total da ficha em papel. Entidades que representam o setor no Rio Grande do Norte veem a prorrogação como algo positivo diante das necessidades de adaptação, que depende da integração dos sistemas dos serviços de hospedagem à plataforma digital do Mtur.

Para Edmar Gadelha, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do RN (ABIH-RN), a postergação demonstra sensibilidade do Ministério. “A prorrogação está alinhada com a necessidade de realizar testes e ajustes técnicos antes da substituição completa da ficha em papel”, falou.

Grace Gosson, presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do RN (SHRBS), destacou que as empresas deverão adotar adaptações tecnológicas para atender à mudança. “Entre as adaptações pode-se enumerar a integração digital, a automação de processos e a conformidade com o sistema governamental, ou seja, precisa que o sistema operacional do meio de hospedagem tenha interface com o sistema do Governo, via API, que permitirá o envio automático de dados dos hóspedes, sincronizando o inventário do hotel com estatísticas oficiais e eliminando o trabalho manual”, detalhou.

A presidente do SHRBS acrescenta que as mudanças vão resultar em economia de tempo para o hóspede e para as empresas. Para o governo, haverá a certeza de ter em mãos dados mais fidedignos quanto ao turismo nacional. No entanto, segundo ela, a digitalização não trará redução de custos. “Por outro lado, haverá a necessidade de maior investimento em sistema operacional com interface com o Governo, bem como com contador e um setor administrativo mais preparado para lidar com os dados fornecidos e com o tratamento desses dados”, acrescenta.

Para Edmar Gadelha, a mudança traz alguns desafios, especialmente para os pequenos meios de hospedagem. Os principais incluem a capacitação das equipes para utilizarem os sistemas digitais e a implementação de infraestrutura tecnológica. “Em alguns casos, promover a integração de sistemas ligados ou incompatíveis com a plataforma digital significa alguns custos necessários à implementação”, aponta.

Fonte: Tribuna do Norte

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