Expansão da malha aérea e crescimento nas chegadas internacionais impulsionam o setor, que vive um dos momentos mais promissores da última década.
O turismo brasileiro vive uma fase de expansão histórica. De acordo com o informativo Dadosfera, recém-lançado pela Embratur, o Brasil recebeu 5,3 milhões de turistas estrangeiros no primeiro semestre de 2025 — um crescimento de 48% em relação ao mesmo período de 2024. Esse número representa o maior volume da série histórica para os seis primeiros meses do ano, colocando o país na 2ª posição global em crescimento de chegadas internacionais no 1º trimestre, atrás apenas do Paraguai.
Mais voos, mais visitantes
Um dos principais fatores para esse desempenho positivo é a ampliação da conectividade aérea. Somente em 2025, o Brasil retomou ou iniciou 43 voos internacionais, conectando destinos nacionais como Natal, Salvador, Recife, Maceió, Rio de Janeiro e Manaus a importantes mercados emissores como Argentina, Chile, Colômbia, México, Estados Unidos, Espanha, Portugal e Canadá.
A emissão de bilhetes aéreos internacionais para o Brasil entre julho e setembro também reflete esse bom momento: já são mais de 604 mil passagens vendidas, número 30% maior que o do mesmo período em 2024. Os Estados Unidos lideram o volume de bilhetes emitidos (107.530), seguidos por países com crescimento expressivo como Colômbia (+104%), Argentina (+92%), Chile (+48%) e México (+47%).
Projeções econômicas e geração de empregos
Segundo o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), o setor deverá injetar US$ 168 bilhões na economia brasileira em 2025, o que representa 7,7% do PIB. A projeção para 2035 é ainda mais ambiciosa: US$ 199 bilhões, com 9,7 milhões de empregos gerados — ou 9,3% do total nacional.
Tendências até 2030: turismo personalizado e autêntico
Estudos de mercado da Mabrian, Deloitte, McKinsey e Google apontam cinco tendências para o futuro do setor: otimização da conectividade aérea, valorização de experiências autênticas, mitigação da sazonalidade, personalização de viagens e preferência por experiências em vez de posses. Essas tendências já são visíveis em destinos brasileiros que apostam em cultura local, natureza e hospitalidade para atrair o turista moderno.
Com o cenário promissor, o Brasil aparece como um dos cinco mercados emergentes com potencial para figurar entre os 15 maiores emissores de turistas do mundo até 2040 — ao lado de Índia, China, Arábia Saudita, Indonésia e México.
Fonte: PANROTAS