Turismo nacional deve movimentar R$ 107 bilhões em 2026 e fortalecer a economia brasileira

Turismo nacional deve movimentar R$ 107 bilhões em 2026 e impulsionar viagens pelo Brasil

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Gastos com viagens crescem 6,6% e ampliam demanda por serviços turísticos no Brasil

O turismo nacional deve movimentar R$ 106,9 bilhões até o fim de 2026, segundo dados da Pesquisa IPC Maps, especializada no levantamento do potencial de consumo brasileiro. O resultado representa um crescimento de 6,6% em comparação com o ano anterior e reforça a relevância do setor para a economia do País. A expectativa de aumento nos gastos ocorre em um momento de maior movimentação de turistas, impulsionada pela proximidade das férias escolares de julho. Tradicionalmente, o período registra crescimento na procura por viagens de lazer, elevando a demanda por hospedagem, transporte, alimentação e outros serviços ligados à atividade turística.

O levantamento da IPC Maps considera despesas realizadas pelas famílias brasileiras com alimentação, hospedagem, passagens aéreas, passagens de ônibus, combustível e excursões. A soma desses gastos resulta na projeção de quase R$ 107 bilhões circulando na economia brasileira ao longo de 2026. Os números demonstram a força do mercado doméstico de viagens, que continua sendo um dos principais motores da atividade turística nacional. Além de movimentar diferentes segmentos da cadeia produtiva, o turismo gera impacto direto sobre serviços, comércio, transporte e hospitalidade em todas as regiões do País.

Na distribuição dos gastos por estados, São Paulo lidera o ranking nacional. A estimativa aponta que os consumidores paulistas deverão desembolsar R$ 33,8 bilhões em viagens até o final do ano. O valor corresponde a quase um terço de toda a movimentação financeira prevista para o setor turístico brasileiro. Em segundo lugar aparece Minas Gerais, com gastos estimados em R$ 14,6 bilhões. O estado mantém uma participação relevante no mercado nacional, refletindo tanto o volume populacional quanto o potencial de consumo de seus moradores.

O Rio de Janeiro ocupa a terceira posição no ranking, com previsão de R$ 8,5 bilhões destinados às despesas relacionadas ao turismo. Na sequência, o Paraná aparece em quarto lugar, com gastos estimados em R$ 7 bilhões. Juntos, os quatro estados concentram uma parcela significativa do consumo turístico nacional, demonstrando o peso econômico das regiões Sudeste e Sul no mercado de viagens domésticas.

Turismo nacional 2026 impulsiona consumo e serviços de viagens

Além da expansão dos gastos dos consumidores, o estudo também aponta crescimento na estrutura empresarial voltada ao turismo. O segmento de agências de viagens, operadores turísticos e serviços de reservas registrou avanço expressivo nos últimos meses. De acordo com a IPC Maps, mais de 15 mil novas empresas foram abertas entre 2025 e 2026 nessas atividades. Atualmente, o País contabiliza 123.480 estabelecimentos ligados ao setor de agenciamento, operação e reservas de viagens. O resultado representa um crescimento de 14,1% em relação ao período anterior e sinaliza o fortalecimento da atividade turística no mercado brasileiro.

O aumento no número de empresas acompanha a retomada e a expansão da demanda por viagens observadas nos últimos anos. Com maior procura por pacotes turísticos, reservas de hospedagem e serviços de transporte, o setor amplia sua capacidade de atendimento aos consumidores. O crescimento também é observado na área de hospedagem. Segundo o levantamento, a quantidade de estabelecimentos voltados à acomodação turística aumentou 9,3% no período analisado.

Atualmente, o Brasil possui 89.107 meios de hospedagem em operação, entre hotéis, pousadas, hostels, flats e outros tipos de alojamento. A expansão acompanha o aumento da circulação de viajantes e a necessidade de ampliar a oferta de leitos em diferentes destinos turísticos. Os dados indicam que o turismo continua gerando oportunidades para investimentos e novos negócios em diversas regiões brasileiras. O crescimento da infraestrutura de hospedagem e do número de empresas especializadas em viagens contribui para atender uma demanda cada vez mais diversificada.

A movimentação financeira prevista para 2026 também evidencia a importância do turismo para a geração de empregos e renda. A atividade turística envolve uma ampla cadeia econômica composta por transportadoras, hotéis, restaurantes, agências, organizadores de eventos, empresas de lazer e comércio local. Quando um turista realiza uma viagem, seus gastos se distribuem por diferentes setores, ampliando os efeitos econômicos da atividade. Dessa forma, o crescimento do consumo turístico impacta não apenas os destinos visitados, mas também empresas fornecedoras de produtos e serviços em todo o País.

O desempenho projetado para este ano reforça a relevância do turismo doméstico como uma das principais formas de circulação de recursos dentro da economia nacional. Em um cenário de aumento do consumo das famílias, as viagens seguem entre as prioridades de gasto dos brasileiros.

Os dados fazem parte da pesquisa IPC Maps, estudo publicado anualmente pela IPC Marketing Editora. A empresa desenvolve metodologias próprias para mensurar o potencial de consumo da população brasileira. O levantamento se diferencia por apresentar, em números absolutos, o detalhamento do potencial de consumo em diferentes categorias de produtos e serviços para cada um dos 5.571 municípios brasileiros. A pesquisa utiliza dados oficiais e ferramentas de geoprocessamento para mapear o comportamento de consumo em todo o território nacional.

O estudo contempla informações relacionadas à população, áreas urbanas e rurais, setores produtivos, atividades de serviços e classes sociais. Além disso, o levantamento permite comparações sobre o turismo entre municípios, estados, regiões e áreas metropolitanas, bem como análises da evolução dos indicadores ao longo dos anos. O material reúne informações referentes a 22 segmentos da economia, oferecendo um panorama detalhado sobre a capacidade de consumo dos brasileiros em diferentes categorias de gastos. No caso do turismo, os dados ajudam a identificar tendências de mercado, dimensionar oportunidades de investimento e compreender o comportamento dos consumidores em cada região do País.

Fonte: Mercado e Eventos

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